Hotel Central recebe placa do Projeto “História nas Paredes”

Hotel Central recebe placa do Projeto “História nas Paredes”

Fotos: Izabele Brito/ PCR

O centro do Recife ganhou mais um capítulo vivo de memória urbana com o descerramento da placa “História nas Paredes”, no tradicional Hotel Central. A iniciativa é do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) e integra um projeto que vem espalhando pela cidade azulejos informativos em fachadas, revelando ao público histórias de locais e personagens que ajudaram a construir a identidade da capital.


A cerimônia contou com a presença de representantes do poder público e da sociedade civil, entre eles Ana Paula Vilaça, que esteve no local representando o Recentro — programa da Prefeitura do Recife voltado à requalificação e valorização da área central da cidade. A participação reforça o compromisso da gestão municipal com ações que preservam a memória e estimulam o reconhecimento do patrimônio histórico como ativo cultural e econômico.


Erguido entre as décadas de 1920 e 1930, o Hotel Central se consolidou como um marco da paisagem urbana recifense, sendo reconhecido como o primeiro arranha-céu da cidade. Sua construção simbolizou o auge da importância do bairro da Boa Vista, que naquele período se firmava como um dos principais polos econômicos e sociais do Recife. Nos anos seguintes, outros empreendimentos icônicos, como o Grande Hotel e o Hotel Nassau, também passaram a compor esse cenário efervescente.


Com o passar das décadas, no entanto, o processo de esvaziamento do centro urbano impactou diretamente esses estabelecimentos. A partir dos anos 1950, a diminuição no fluxo de hóspedes marcou o início de um período de declínio para muitos desses negócios históricos.
Resistindo ao tempo e às transformações da cidade, o Hotel Central segue de portas abertas graças à dedicação de dona Rosa, que conduz o espaço com afeto e coragem. Sob sua gestão, o hotel mantém viva a memória de um tempo em que sua cobertura era palco de animadas festas de réveillon, com queimas de fogos, e seus salões recebiam grandes eventos da elite pernambucana, além de hóspedes ilustres.